15 de março de 2012

Eu queria te dizer

(que te amo). Como título do meu texto verbal, subtrair os verbos e aumentar os gestos. Te convidar para casar comigo, viver comigo, termos um abrigo e vários livros.

Seríamos livres para viver dentro da redoma do compromisso transcendente de ser um só. Respeitaria teus segredos e tuas individualidades, e jamais prometeria não te importunar. Brigaríamos, sorriremos, amamos, viveremos assim de modo a conjugar os verbos em tempo incoerente.

Eu te amo, e você é a mulher da minha vida. Um dia te encontro em outro olhar, já que teu olhar mesmo já parece que nunca vai ser meu.

Mas a vida continua e o trem não estaciona. Por estações a vida vai, e eu não vou te esquecer tão fácil, visto que te esquecer é perder uma parte do que quero para mim e de que aos poucos já sou.

Já não resta palavras, nem pontos

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