(Para ler em crescente desespero, de um titubear de pensamento a um ponto de muita tensão/Para melhor entendimento, Ne Me Quitte Pas, na voz de Jacques Brel)
O amor consegue suportar,
O amor consegue suportar,
O amor consegue suportar
até quando até até quando?
Não suporto te amar,
não abranjo teu olhar...
não consigo te carregar,
você mais que eu dentro de mim.
O amor consegue suportar,
O amor consegue suportar,
O amor consegue suportar
por um tempo quanto tempo tempo.
Eu carregaria você pelos restos enfim.
Eu carregaria você dentro de mim.
Mas não consigo suportar o amor,
ele até consegue suportar.
Mas pesa, pesa, pesa, pesa.
Pesa, pesa, pesa, pesa, pesa.
Amor suporte,
insuportável amor,
amor suporte,
insuportável amor:
chão.
Vou ao chão, paixão.
Paixão.
Caixão.
Velório.
Tragédia.
Julieta sem Romeu.
O amor consegue suportar,
O amor consegue suportar,
O amor consegue suportar
até quando até até QUANDO?
25 de fevereiro de 2012
21 de fevereiro de 2012
Muda Mudança

Enquanto eu aprendo a voar sozinho, caindo, vou orando para que nenhuma tempestade me abata. Sempre fui muito rastejante, talvez subterrâneo, quieto, modesto. Sempre gostei de ficar no meu lugar quente, fervente, conhecido. Gosto muito de coisas novas, do novo, mas sempre me escondo e me protejo das consequências. Mas por necessidade, é tempo de voar e enfrentar os efeitos do risco de estar no céu. Tempo de olhar de longe, de olhar diferente, de ser diferente e encontrar as mesmas pessoas que ama o mesmo eu mas com um eu que invitavelmente será diferente.

De lá de longe, vou estar voando alto, bem alto. Sendo visto por muitos. Sendo invejado, odiado, admirado, amado. Amado, está aí o sentido e a relevância, amado por quem eu sei que sempre esteve do meu lado(elefante que sou, não me esqueço).

Eu sei que não serei o mesmo, e peço a Deus para não ser.

Afastar-se da cidade que você cresceu, das pessoas que te protejeu, dos amigos que conseguiu, das respostas certas, dos conselhos rápidos... e se aventurar a fazer tudo de novo, não é esse o jogo da vida? Encontrar novas perguntas, escutar novas respostas, conhecer outros eus que estavam abafados por um eu certo, convicto, cego de si mesmo.

Voar, voar como um passarinho. Tal qual um passarinho fraquinho perante o infinito céu mutável. O céu que será pincelado a cada dia por saudade, adversidade, descobertas, aprendizagens, loucuras, racionalidades, incertezas, coragem, ousadia, medos e alegrias. Eis que o céu que estou prestes a voar está com nuvens que formam um labirinto, e o meu Minotauro é o meu amor, que é também o próprio Teseu.
É hora de crescer, descer, pegar impulso e voar no ar mutável.
20 de fevereiro de 2012
Abaixo o Vencedor(e todas as formas de prepotência)
Olha lá,
quem vem do lado oposto
vem sem gosto de viver.

Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer.

Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida.

Olha lá, quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar.

Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor

Olha você e diz que não
vive a esconder o coração.

Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?

Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
quem vem do lado oposto
vem sem gosto de viver.

Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer.

Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida.

Olha lá, quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar.

Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor

Olha você e diz que não
vive a esconder o coração.

Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?

Eu que já não sou assim
muito de ganhar,
junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.
Os Fins
Há pequenos ciclos na minha vida que não consigo fechar. Há ciclos pequeninhos e tão bonitos e pueris, que não consigo fechar. Ciclo de amor platônico, ciclo de vontades filosóficas, ciclos de anseios musicais. Por enquanto eu vivo de um ciclo que me alimenta e de outros ciclos que me impulsionam a viver.
O fim, o fim. O fim não acaba quando coloco um ponto final. O fim não é o The End. O fim mesmo é o espaço vazio que fica depois do que chamamos e pensamos ser o fim. Aquele sentimento de vazio absoluto, um misto de angústia e nostalgia antecipada.
E talvez por isso dói levantar a mão e acenar um tchau. Como dói abraçar com carinho e olhar nos olhos e dizer até mais. Como dói sair de repente e mentir descaradamente pra si que nada está acontecendo, e que é natural, e que é normal. As normas e as regras irrefletidas não tem sentimento. Dá adeus é acreditar no tempo e no destino, caso ame a pessoa da despedida, ou acreditar no nunca mais.
Eu estou destroçado de despedidas. Me despedindo do quarto que não dormirei mais, do vento raro e agradável das noites quentes de Juazeiro, me despedindo de pessoas fantásticas que conheci numa intensidade funesta e embriagante.
A duras penas custo a acreditar que a vida é feita de ciclos. Que os pontos finais e parágrafos equivalem a pontos de cirurgias que custam a cicatrizar. É sobre os fechamentos que me ponho a pensar. Sobre as desistências, as decepções, os rompimentos, as desilusões, a falta de esperança.
O fim, o fim. O fim não acaba quando coloco um ponto final. O fim não é o The End. O fim mesmo é o espaço vazio que fica depois do que chamamos e pensamos ser o fim. Aquele sentimento de vazio absoluto, um misto de angústia e nostalgia antecipada.
E talvez por isso dói levantar a mão e acenar um tchau. Como dói abraçar com carinho e olhar nos olhos e dizer até mais. Como dói sair de repente e mentir descaradamente pra si que nada está acontecendo, e que é natural, e que é normal. As normas e as regras irrefletidas não tem sentimento. Dá adeus é acreditar no tempo e no destino, caso ame a pessoa da despedida, ou acreditar no nunca mais.
Eu estou destroçado de despedidas. Me despedindo do quarto que não dormirei mais, do vento raro e agradável das noites quentes de Juazeiro, me despedindo de pessoas fantásticas que conheci numa intensidade funesta e embriagante.
A duras penas custo a acreditar que a vida é feita de ciclos. Que os pontos finais e parágrafos equivalem a pontos de cirurgias que custam a cicatrizar. É sobre os fechamentos que me ponho a pensar. Sobre as desistências, as decepções, os rompimentos, as desilusões, a falta de esperança.
12 de fevereiro de 2012
A Sós

Não assisti a esse filme. Quer dizer, observei uns 15 minutos(e por infelizmente ter um compromisso, tive de abrir mão). Aliás, isso de abrir mão é o grande enredo da história! Sabe a lenda do sol e da lua, que eles não podem se encontrar... parece história de menininha mesmo, não é? Coisa de conto de fadas. Mas é uma crônica de fadas. Aconteceu no meio religioso; no católico, pasmem! No catolicismo cego de antes da idade medieval! Pois é. O amor ainda estava intacto. O amor acima do próprio amor romântico. A história do menino rico que abandonou a ostentação da nobreza para ajudar os pobres, cuidar dos animais e admirar a natureza. O menino que negou o amor e a família a troco da responsabilidade saber-se O ESCOLHIDO. E ele foi São Francisco de Assis!

Quem conseguir ler o filme, apaixonarar-se-á pela musicalidade da voz e dos gestos!
Ó, Deus Acaso! Por acaso seria demais se uma noite após o ocaso, a manhã posterior fosse de eclipse? E fosse eclipse os nossos corpos e espíritos? E fosse de eclipse os nossos nomes e os traços de nossos filhos?
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