15 de maio de 2012

Dia de Reis Fora de Época

Sexta fui a Recife... Fiquei hospedado na casa de um Amigo. E ri, lembro-me, como quem ri nos tempos colegiais.Ouvimos algumas músicas, assistimos a alguns filmes, discutimos um pouco sobre o rumo da vida. Não nessa ordem, sem ordem, sem hierarquia temporal; visto que tudo, tudo cabe num espaço ínfimo, no curto espaço de tempo do aqui e agora. Faz um tempo que não vivo o presente legitimando minha vida. Ando renunciando a tudo em nome da felicidade de uns poucos que nem sabem me amar direito. Mas sexta-feira fui a Recife. Lá estive em desconforto por estar na casa da tia do meu amigo, e pela tia do meu amigo ser muito gente boa e eu ser um baita tímido às avessas. De fato, estive em Recife. Ninguém sabia, só um irmão. Se eu morresse, ninguém saberia, só um irmão. De que importa isso? Eu andei de Roda Gigante. Sabe? Uma roda enorme repleta de cadeiras que vai dos rasteiro ao alto em movimento lento! Faz mais de seis anos que não sinto o doce estado de estar rodando suavemente nas alturas! Vê, viajei na montanha russa, e lembrei-me dos romances russos que nunca li, mas sei o formato da composição literária! Eu também caminhei por uma certa Mansão do Terror, que mais parecia estar num set totalmente realista de filmes do Tim Shyamalan (mistura do Burton com o M. Night.); atores fantásticos me fizeram correr feito um doido, a arrastar meu amigo pela gola da camisa, a arrebentar o joelho e queimar, nas paredes, um pouco dos dedos. Estive em Recife. Caminhei pela Avenida Agamenon, pela Avenida Caxangá, pela Avenida do Shopping Boa Vista, pela Avenida da Vida em Dúvida. Pois durante todo o momento no qual estive em Recife, estive também preocupado com uma coisa: uma escolha: Petrolina, faculdade: Salgueiro, trabalho digno: mas, isso não foi o suficiente para que o meu curto tempo em Recife fosse considerado o dia em que estive mais sintonizado comigo mesmo, e com o outro, com um... grande Amigo de um Passado tão distante, que eu talvez eu nunca lembre de quando, mas sinto o tanto. Outra sexta dessas, irei a Recife.

5 de maio de 2012

Sobre a Lua

Dizer o quê, quando se pode olhar e calado permanecer? Hoje, pretendo-me sucinto! Sem delongas, sem paralelismos, sem rimas fáceis, falsos cacoetes, sem ganchos, sem. Só ela, lá do alto... a enamorar os enamorados, e a solidificar mais e mais a solidão dos solitários. Só ela, imponente, magnífica e deslumbrante, radiante. Mais encantadora que o sol dos nossos dias, a lua das nossas noites ainda vai nos engravidar de novos sonhos nestes novos passos do milênio. Agora, é hora de contemplar, abismado!!!