Imagine você entra NUM ESPAÇO onde os personagens recepcionam os espectadores-leitores que são conduzidos ora a cadeiras, ora a livros situados no meio do LUGAR. Nos quatros vértices de uma sala possivelmente quadrada reside quatro lugares contrários e complementares: em paralelo, um Salão de Beleza a uma Igreja. Nos outros pontos, uma Casa-sala em paralelo a uma Praça. No centro, há enciclopédias que servem de minicadeiras.
Pronto. O público já foi seduzido 15%. Em relação a história propriamente dita, Temos o significado dos cenários mais clichês e fundamentais, ainda que o significante seja de extremo bom gosto.
Dos personagens-atores que representam a significação do espaço, destaque para Jorge e Anna. Personagens clichês que com uma atuação-recheio primorosa conseguem superar os limites do senso comum. Já o restante é plenamente descartável, desprezível.
Numa espetáculo voltado a literatura, os estudantes podem rever os conceitos estudados no ensino médio:
Padre Jerônimo é uma figura clássica-comum dos tempos medievais fazendo alusão ao Barroco, ser repleto de contradições sagradas de profanas.
Zélia é a figura descritiva-demasiada-hiperbólicamente sacarina do Romantismo.
Jorge é o ser Realista Fantástico. Faz das poesias palavras coloquiadas e ritmadas. Tanto o ator quanto o personagem parecem comungar de um só propósito: encantar e entristescer o alguém que se permite levar.
Elise é uma figura extremamente desinteressante. Ainda que a atriz tenha um talento magnífico pelo trágico moderno jeito teatral
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