
Festim: s.m. 1. Festa particular.
2. Refeição de pompa, banquete suntuoso.
3. Militar Cartucho sem o projétil ou bala para tiro simulado.
Diabólico: adj. 1. Que é próprio do diabo, que vem do diabo.
2. Infernal, terrível, funesto.
Eis um filme perigosíssimo, por isso mesmo também revelador. Várias perguntas são sucitadas em torno do ato mais repugnante dentro de uma sociedade: o assassinato. Porém, de modo ultrassofisticado, Hitchcok coloca filosofia, melhor, reflexões demasiado abstratas na cabeça de três personagens: um influenciador (professor) e dois influenciados (alunos do ex-professor).
A questão mais fundamental que percebo no filme é a capacidade de distorção de um discurso, ainda mais na relação professor-aluno(contemporaneamente, repleta de ironias, ambiguidades e permissividades). Nesta distorção, o objeto distorcido é um clássico: Nietzsche... que defende a ideia do super-homem, um ser capaz de ser suficientemente honesto e feliz com uma sociedade pura sem necessidade de religiões ou moralidades que os acorrentem. Defende a superioridade daqueles de espírito livre. Defende a alegria de aprender, isto é, aprender alegremente. Sobretudo, defende aceitando a dualidade da vida: a natureza cruel e cega e a harmonia dos elementos naturais que nos fazem respirar e conviver no/com/para/pelo caos.
Hitler apreciou Nietzsche, dizem.
Então, o assassinato é permitido para seres superiores. E quando se mata por puro prazer, o assassinato pode ser uma obra de arte. E a festa que Brandon oferece(poucos minutos depois de matar enforcado o jovem David , é, de fato, a conclusão de uma grande obra.
O que vale notar mesmo, no filme, na vida e neste texto é como os mecanismos de coesão pode levar-nos a um lugar onde não queríamos chegar (e pior, ficar, aceitar e incorporar). São os falsos sofismas que fazem iludir eleitores e ... leiteiros.
A nossa mente é um lugar vulnerável a tudo, desde que nós nos permitamos ao tudo que se pode. Professores, Pais e tantos Mestres, pesem e adornem vossas palavras.
Hitler apreciou Nietzsche, dizem.
Mas, acredito que Gandhi que superou a ponta da corda (o macaco), caminhou na corda bamba (o humano) e alcançou o outro lado (o super-homem).
Nenhum comentário:
Postar um comentário