Recentemente, observei um filme muito poético. Ele fala da relação entre um neto e seu avô, um senhor de muita idade que tem ótima "mão para cozinha"; intitula-se filósofo culinário, isto é, culinário-filósofo.
O filme passa-se em Istambul* e é repleto de flashback, pois o começo é bem pontual ao demonstrar a insegurança do neto em receber o avô dele, depois de tanto tempo separados. Nisso, o neto vai lembrando das manias do avô em pareceria dos amigos engraçadíssimos(perdem-se facilmente na orientação espacial). É justamente quando surge a questão de orientação espacial [leste, norte, sul, oeste) que , consequentemente, aparece uma das cenas mais lindas e que infelizmente não me recordo com grande maestria.
Trata-se do avô ensinando ao garoto o sistema solar. Ele usa elementos/alimentos da cozinha. Lembro do sol que é pimenta e das estrelas perdidas no universo, que é jogado "pro" alto, o açúcar. Por não lembrar dos outros, delego a você, leitora(o), o prazer de criar analogias espaço-alimentares.
Vivenciei muitas coisas no filme. Em especial, algo que pode me ajudar nos relacionamentos inter-pessoais. Um elemento. Um alimento. Um tempero que tem o poder de unir pessoas. Parece feitiçaria, mas é apenas uma humilde magia num mundo cada vez mais desencantado.
Hoje, aventuro-me...
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