8 de abril de 2012

Mais um tema banal: Felicidade?

Tenho quase certeza! Agora, que jogo com o mundo um jogo de gato e rato. Fujo dos assuntos batidos, dos clichês, dos chavões, até dos ditados populares, sempre me refugiando e revalidando o grau de infundação do pensamento ultrapassado. Ultrapassado, hahahaha!




Daí, hoje, interessa-me a felicidade. A velha felicidade, tão desgastada, debatida, banalizada; a do Globo Repórter, que um dia chegará no Globo Rural, do Café Filosófico. Mas nunca minha. Acho que banalizar, é tornar um coisa muito menos sua e mais dos outros.

Por me perceber demasiado "cult", pobre de mim, muito me interessou por longos anos os assuntos mais incomuns, menos debatidos, com exceção do BBB. E por tal motivo, fui ignorando os posts de Caio Fernando Abreu, a saga de Harry Potter, a febre Crepúsculo, o Jornal Nacional nos tempos de pré-vestibular, até o talento extraordinário de Clarice Lispector. Com isso, tudo que poderia me socializar acabou por me envolver numa casca dura! De compreender tudo com normalidade, acabei por ler a banalidade dos dias e da coisas. Banalizei minha vida, começo a ver as coisas apenas com o olhar. Abro uma explicação sobre esse último período do parágrafo.

(Nós seres humanos temos uma dádiva tão fácil de ser administrada; a dádiva dos sentidos. Escutar, cheirar, tocar, observar. E misturar tudo isso é tão vitaminante! Imagina tocar pela simples observação, imagina sentir o cheiro de um pensamento. Ah, gente isso é coisa para o übermensch, e nada mais)

Agora, assusto-me ao perceber o quanto nosso século está condenado a isso de banalidade que confunde-se com a virtualização, o cybernético, ainda que esse seja um malefício perante muitos benefícios da nossa queridamente detestável insubstítuivelmente internet. Quando o Louvre não mais atrair visitantes, quando os clubes aquáticos não mais comportar ambientes de conversas, quando o ensino tornar-se mais a distância, aí sim isso pode ser mais alarmante. Por enquanto é só uma pedrinha de gelo em alto mar. Na minha vida, um bloco imenso que só avistei agora, aos 22 anos. Logo eu que sempre tive afeição pelos poemas de Manuel Bandeira, que nunca achei banal!

Mas, vem cá, meninas e meninos leitores, como que algo torna-se banal?

Seria a repetição constante, o cansaço diante de certos acontecimentos?! Seria o modo como os meios de cultura se posicionam perante a sociedade? Seria o reflexo dos comportamentos? E a banalidade pode ser boa?

Banal não é sinônimo de comum, rotina, normal.
Banal pode resumir-se em banir do nosso pensamento a capacidade pensar sobre algo; é automatizar as coisas; é mecanizar a interpretação; é não rever o significado; é um niilismo mascarado!!!

A Felicidade é um tema normal, mas que de tão digestível e instantânea a grande maioria do pensamento mundial contemporâneo, acaba por ser simplesmente um rir/gargalhar, ou vai dizer que você não imagina isso quando escuta/ler a palavra felicidade?

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