29 de abril de 2012

Então, eu não mais sonho contigo. Daquelas vezes que fiquei pensando em ser teu homem, e tu, minha mulher. Retirei os emblemas do teu nome na minha mente tão fértil a teus encantos. Eu não te quero mais, e por isso, minto! Minto descaradamente. Minto, pois você é a pessoa certa, mais que certa, mais que perfeita. Mas. Não sou o certo para ti. Deus, Deus, Deus! Devo acreditar sem delongas de que há uma pessoa à minha espera. Necessito crer nisso para que os meus sonhos não naufaguem nos meus pobres projetos de vida dos quais não comportam mais teu nome. Eu queria tanto te ter no quarto, na estante. Dividir um livro contigo. Falar sobre um poema, um autor, uma música! Imaginei você demais, e pior, contigo, contigo, idiota que sou, imaginei estando contigo! Olha, é que caso um dia você me imagine também, me fala. Eu me renderei facilmente ao teu amor vencido, mas que me fará bem. Vencido, ultrapassado, desgastado, eu vou querer estar... e ser... com você, isto é, você!