
Muitas vezes nos deparamos mediante palavras repletas de sentido, tão por isso: complexas demais. Na euforia dos segundos conduzidos pela desgraça irracional dos sentimentos instantâneos, elas tornam-se palavras-muletas, outrora palavras-amuletos. O sentido e a coplexidade ganham redução drástica.
Menciono aqui o Nada. Caro leitor, se queres continuar feliz e longe da angústia do pesar pensado, foge o quanto antes deste conceito; terás assim uma juventude deslumbrante, e uma velhice de instantes solitários inquietantes.
O Nada. Não estou fazendo nada, uma das frases mais ditas pela sociedade adepta das mais avançadas tecnologias. Fazer nada é nada fazer. Nada concretizar, nada esperar, nada amar, nada querer. É um estado de plenitude e indiferença, um estado ponte entre despenhadeiros. O nada. Nadar no mar do nada. Talvez, haja aí uma ilha da verdade absoluta. A verdade absoluta cercada pelo mar do nada. Quando falares nada, lembre-se de "coisa alguma, zero, indiferença, entorpecimento".
Se Deus criou o homem, quem criou Deus? Deus é eterno. Eternidade é a qualidade daquilo que não tem começo. Penso vezenquando que a eternidade não é similar de infinito. Penso que há coisas eternas e finitas, simultaneamente. Hoje, eterno é algo que não tem fim: "Amor eterno, saudades eternas, dores eternas". Mas tudo isso reveste-se melhor por "Infinitos", uma utopia humana.
O nada é eterno. Eterno e infinito, a única coisa que consegue ser infinita aos meus olhos. O nada que perpassa todo o mistério da existência humana. O nada que vai alagando qualquer existência de ser. O nada que vai alagando as memórias, a pele. O nada pulverizador. O nada aspirador de pó. O nada. O
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