9h. Numa noite, um grupo de amigos andavam pela cidade, compravam vinhos e salgados. Caminharam em direção ao cais, objetivando um lugar para tentar parar o tempo.
Sentados. Um descobriu o toque de outro. Uns dedos na caluna que foram envolvendo ombro, nuca. Estendido o braço restou a redenção. Por isso, os outros na condição de outros não sei o que fizeram. Unifocal, descrevo os sentimentos/estados/sensações que me são comuns.
Peles que estavam intimamente ligando-se, sorrateiramente se mostram mais que juntas a olhos vistos de qualquer um. Pudor? O mínimo. 0h. Ali está ele com o outro ele que se abraçam pela metade e parecem encontrarem-se por inteiros.
Consigo saber o que um pensa sentindo: gratidão e proteção, ternura, paixão. Uma paixão irrefreável é domada por braços cruzados que simplesmente cruzados permanecem. O ele que vejo o pensamento, quase dorme de um sonho para outro; talvez, sonhasse com ele sendo aquele ele exterior. Eles sendo um só.
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