
As pessoas assumem o papel de protagonista de suas vidas; incorporam, dentro de certos limites, um dos três possíveis arquétipos literários:
Herói
Repleto de valores nobres e preocupado com o bem comum. A vida está em função das pessoas de quem ama. É o típico vencedor. É o predestinado ao final feliz, e depois disso correrá sério risco de morrer de infarto.
Anti-herói
Triste figura que desempenha todo o fracasso dos seus atos. Problemático e inapto a vida do momento em que vive no seu contexto social; sofre e é um dos mais ricos dos seres humanos, mas não se deixa conhecer pelo outro. Não se permite à vida. Predestinado à monotonia, à repetição e ao niilismo. Possível óbito por razões suícidas.
Herói Trágico
Pode ser entendido como um misto entre o anti-herói e o herói. No entanto, os seus atos são lançados a frente de sua vida. A vida desta pessoa é guiada pelo lema "Aqui se faz, aqui se paga". Comete erros, faz más escolhas, é desmedido e intolerante. Aproveita a vida de qualquer forma: de tudo ao nada, comendo uma maçã ou fumando drogas. Predestinado à queda, à decadência. O óbito é o mais enigmático, mas o mais aterrador e alucinante.

É de extrema relevância um estudo mais apurado e profundo sobre o psicologismo dessas minhas palavras. Para mim, de nada resta senão a audácia de tentar caminhar sobre o arame farpado que divida dois lados da minha vida: o heroísmo e o anti-heroísmo. Mas sou, deveras, um anti-herói.
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